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Eleição ASERT Chapa 1

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Prefeito Sancler (PPS) envia projeto de Lei para a Câmara Municipal legalizando a compra de votos à custa do erário público

Prefeito Sancler (PPS) vai legalizar a compra de votos no município.             
O Prefeito Sancler Ferreira aprontou mais uma (ele não descansa da prática de golpes), mandou um projeto de Lei para a Câmara Municipal de Tucuruí para que o legislativo autorize a Prefeitura a fazer 10.000 "Cartões Cidadão" de R$ 80,00 oitenta reais cada.
                     
Os cartões serão distribuídos em 2016 (ano de eleições municipais) e é claro, o cadastro dos beneficiados será feito pela Ação Social do Município. Vejam até que ponto vai a cara-de-pau de um político neste país.
                    
Sancler sempre utilizou destes cartões para captação de votos á custa do erário público, vejam o vídeo no final da matéria.
                    
O tal cartão para captação de votos vai custar R$ 800.000,00 oitocentos mil mensais para a Prefeitura de Tucuruí, uma prefeitura cheia de escândalos de corrupção e com o hospital e postos se saúde sem medicamentos e sem material hospitalar.
                      
Agora porque o Sancler não criou este cartão antes, porque somente em ano eleitoral? Porque não investe estes R$ 800.000,00 na saúde e na educação para beneficiar toda a população?
                  
Tucuruí tem 72.639 eleitores segundo o TSE, portanto 10.000 "Cartões do Sancler" representa  13.7% do eleitorado do município. Tucuruí tem 107.189 habitantes segundo estimativa do IBGE, portanto o tal "Cartão do Sancler" representa mais de 9% da população. Só um cego ou um idiota não percebe que este cartão criado em ano eleitoral é a legalização da compra de votos.
                    
Se a justiça permitir que o prefeito de Tucuruí institucionalize a compra de votos no município será mais uma prova da impunidade e a liberação total da corrupção eleitoral em Tucuruí.
          
Este é exemplo de como age um político do PPS, "aquele" partido de politico "sério e honesto".
                       
Vejam no vídeo para que serve o tal "Cartão do Sancler"...
                           
        
        

Sindicato dos servidores municipais vai processar a Secretária de Administração da Prefeitura de Tucuruí

Nilda Ferreira da Silva
Secretária de Adm. da PMT
O Sindicato dos Servidores Municipais de Tucuruí (SINSMUT) vai processar a Secretária de Administração Municipal Nilda Ferreira da Silva, o processo é pela mesma ter deliberadamente e de má fé causado sérios prejuízos ao sindicato, assim como deverá denunciar a Prefeitura por descumprimento da Constituição Federal devido a descontos ilegais no salário de servidores municipais, que em alguns casos chegam a 90 e até 100% dos seus salários. 
                  
O Sindicato pretende fazer cessar a ilegalidade e vai pedir à justiça que a prefeitura devolva aos servidores, com juros e correção monetária os descontos indevidos.
       
Além de tudo isso a Prefeitura direciona as compras dos servidores para comércios escolhidos pelo Presidente da Associação dos Servidores (ASERT), que é aliado político e pessoa de confiança do prefeito e da Secretária de Administração, desta forma os servidores municipais que estão endividados, são obrigados a comprar no comércio que o presidente da Associação escolhe, de acordo com as suas conveniências pessoais e políticas.
    
A Sociedade Organizada em Tucuruí por outro lado está investigando denuncias que supostamente envolvem a Secretária de Administração, em poucos dias esperamos novidades que serão compartilhadas com os leitores do Folha.
   
Não dá para entender, o prefeito Sancler (PPS) está todo enrolado e atolado em denuncias e processos de corrupção em seu governo e mesmo assim, em vez de procurar agir dentro da legalidade, pelo contrário, insiste em continuar a praticar ilicitudes e arrumar confusão em cima de confusão, criar crises e problemas para ele mesmo sem nenhuma necessidade, e continua a dar tiros no próprio pé. 
   
Acredito que o Prefeito Sancler está completamente descontrolado, perdeu a capacidade de raciocínio e o controle sobre suas ações e as ações dos seus próprios subordinados. Assim comete erros atrás de erros e se viciou em afrontar à Lei e em acumular processos na justiça, como sempre acreditando na impunidade e que tudo "não vai dar em nada".
   
Este é o "governo" do PPS, "aquele" partido de gente "séria e competente".
       

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O Prefeito Sancler (PPS) desrespeita a Constituição Federal e desconta mais de 30% de débitos no salário dos servidores municipais

A Prefeitura de Tucuruí desrespeita o artigo 649, inciso IV, do Código e Processo Civil, bem como o artigo 6º, § 5º da Lei 10.820/2003. 3. Também desrespeita o preceito do mínimo existencial garantido pelo artigo 1º, III, da Constituição da República, segundo a Constituição, o desconto no salário (não incluindo o desconto previdenciário e imposto de renda), para satisfação de débitos, não deve ultrapassar 30% (trinta por cento).
                      
O Prefeito Sancler Ferreira (PPS), como sempre descumpre a Lei e neste caso, autoriza descontos em Folha de Pagamento da Prefeitura muito superiores ao limite autorizado por Lei, chegando estes descontos a 40, 60 e até em alguns casos a 100% do salário do servidor, assim o servidor municipal, impossibilitado de arcar com o sustento e as despesas de suas famílias, é obrigado a se humilhar e implorar à direção da ASERT por crédito no comércio para não passar fome, o que o coloca na dependência do presidente da associação (ASERT) e compromete a sua dignidade como trabalhador e como ser humano.
             
Com esta dependência da Direção da ASERT, sem liberdade de escolha, e induzido a gastar o que sobra do seu salário onde o presidente da ASERT manda, o servidor é obrigado a comprar no comércio que o Presidente da ASERT ordena e onde o Presidente obtêm mais vantagens, situação semelhante à de um escravo nas fazendas e garimpos.
   
A Equipe Folha pergunta à direção do Sindicato dos Servidores Municipais e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará, se os mesmos tomarão providências junto ao poder judiciário para fazer sessar estes descontos ilegais e abusivos, e para que a Constituição Federal e demais Leis que regulamentam e limitam os descontos em folha de pagamento sejam cumpridas, ou sob pena do SINSMUT e SINTEP se tornarem cúmplices e omissos das práticas ilegais da Administração Municipal e dos abusos cometidos pelo Prefeito Sancler Ferreira (PPS) contra os servidores da Prefeitura e Câmara Municipal.
   
Parece não haver limites para a impunidade e para as ilegalidades cometidas pelo Prefeito e pelo governo do PPS em Tucuruí, aquele partido de gente "séria e competente".
   
ISSO É UMA VERGONHA!!!
    

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Casa de Apoio da Prefeitura de Tucuruí em Belém está em ruínas, é assim que o PPS governa

A Casa de apoio da Prefeitura de Tucuruí em Belém está em ruínas, assim como está em ruínas a administração do prefeito Sancler e do PPS em Tucuruí, é a corrupção e a incompetência elevadas ao nível mais alto. É processo em cima de processo, denuncia em cima de denuncia, descaso e crimes contra a administração pública.
    
Vejam a situação da Casa de Apoio da Prefeitura de Tucuruí em Belém, este é o lugar que deveria abrigar as pessoas carentes do município quando em tratamento médico na capital do Estado. 
        
A Casa de Apoio é hoje como um sepulcro caiado, pintado e parece um bom lugar por fora e de longe, mas por dentro é só sujeira e imundície sem a minima condição de abrigar pessoas, principalmente os doentes. Seria interessante investigar quanto custou aos cofres públicos a pintura e a maquiagem da Casa de Apoio da PMT em Belém.
    
A Casa de Apoio nunca funcionou direito em quase 7 anos de governo do PPS, pode ser que no ano que vem, que é um ano e eleição, ela funcione por uns meses.
        
Este é o governo do Prefeito Sancler e é assim que o PPS governa, o PPS é "aquele" partido de gente "séria, honesta e competente"... 
       
A hipocrisia desta gente é uma arte!!!
      
As imagens valem por mil palavras.
     
   
     
Vejam esta reportagem da RBA de 2012.
      

      

sábado, 26 de setembro de 2015

Editorial - Déjà vu na política em Tucuruí???

           

Será que estamos presenciando um Déjà vu na política em Tucuruí? 
    
Na eleição passada o PMDB atraiu um descuidado e ingênuo político para a sua legenda e depois de enrolar o tal político o quanto pode, e na última hora o substituiu por um ex-prefeito, um politico laranja mais queimado que beirada de pizza. 
                   
Tudo para beneficiar e facilitar a reeleição do prefeito Sancler (PPS), que não deixa a Câmara julgar a prestação de contas do ex-prefeito Parsifal Pontes, Capo di tutti capi do PMDB. Isso sem contar que as prestações de contas do ex-prefeito peemedebista Claudio Furman também estão na fila para serem aprovadas. São dois ex-prefeitos e políticos do PMDB nas garras do Sancler.
      
Desta vez, uma outra pobre vítima distraída e cega pela ambição do poder, caiu na mesma armadilha e segue feliz e iludido para a guilhotina, onde terá descanso eterno no cemitério de carreiras políticas que é o PMDB de Tucuruí.
     
Se a história se repetir, a pobre, distraída, e ambiciosa vítima será substituída desta vez, pelo filho do ex-prefeito cítrico, cujos balões de ensaio singram pelos céus de Tucuruí há algum tempo, isso garantirá uma confortável e ampla gaveta para a prestação de contas do Capo do PMDB e otras cositas más, o que deverá facilitar e muito a eleição do sucessor do Sancler.
    
A única dúvida é quando o PMDB começará a sabotar e torpedear o seu próprio candidato a pré-candidato, para pavimentar e justificar a candidatura do seu verdadeiro laranja. A nova vítima só será candidato de fato, caso o PMDB e o Sancler tiverem certeza de que ele não é uma ameaça e não vai prejudicar de alguma forma os planos do prefeito para eleger seu sucessor.
    
Em nossa opinião o PMDB só vai lançar um candidato viável se for da conveniência e vontade do alcaide, enquanto o Sancler tiver a caneta das nomeações, o controle da aprovação de prestações de contas de ex-prefeitos e as chaves dos cofres da Prefeitura, ele terá o controle dos políticos e partidos venais da nossa amada Tucuruí.
   
Enquanto isso em outra frente, empresários vampiros são vistos cercando e cortejando os pré-candidatos a prefeito, prometendo milhões em financiamento de campanha e comprando suas almas, para que a corrupção de décadas em Tucuruí permaneça ainda por muitas gerações, e para que a sangria dos cofres públicos em Tucuruí não seja estancada, assim muitos candidatos de diversos partidos venderão suas almas ao demônio, em troca de dinheiro e poder. 
                   
O interessante é que nesta época pré-eleitoral, muitas igrejas se transformam em imensos laranjais, uma demonstração de que nem a casa de Deus está livre da corrupção política, uma coisa de louco...
     
Na configuração atual, caso não haja nenhuma mudança e nenhuma surpresa, e com todos os candidatos mais ou menos nivelados, o prefeito elege seu sucessor, pois o dinheiro e a máquina da Prefeitura, Câmara e instituições com poder econômico como a ASERT, pesarão na balança e serão decisivas na eleição.
      
Que Deus tenha pena de Tucuruí, nos livre do mal e nos mostre uma luz no fim do túnel...

      

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Nota de apoio à Controladoria Geral da União - CGU

Nota de apoio à Controladoria Geral da União - CGU
                                                     
25/09/2015
       
      
As organizações, movimentos e redes da sociedade civil que atuam no combate à corrupção e impunidade e para o fortalecimento das políticas públicas de transparência e acesso à informação receberam com preocupação a nota publicada pela Associação Nacional dos Auditores Federais de Controle Interno (ANAFIC) que relata a crescente precarização das condições de atuação da Controladoria-Geral da União (CGU). http://www.anafic.org.br/p6208.aspx?IdNoticia=17259&idme=17889.
    
Em outubro de 2014 o Jornal Folha de SP, já publicara editorial alertando para riscos que CGU corria. http://www.amarribo.org.br/pt_BR/midia/ver_noticia/625
   
Em 2003, a CGU foi estruturada como órgão encarregado de assistir direta e imediatamente a Presidência da República, em assuntos que sejam relativos à defesa do patrimônio público, ao incremento da transparência na gestão publica, por meio das atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção, e ouvidoria. A CGU é ainda órgão central do Sistema de Controle Interno e do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal.
   
Segundo a ANAFIC, desde 2011 a CGU vem sofrendo com sucessivos cortes orçamentários, redução do número de servidores e ausência de lei orgânica própria, fatores que impactam diretamente sua atuação. De 2011 a 2014 a avaliação da execução de programas de governo teve redução de 69,6%, as ações investigativas diminuíram em 65,5%, o programa de sorteios públicos teve corte de 44,8% e o número de servidores efetivos encolheu 16,3%.
    
A nota ainda dá conta dos rumores sobre a perda da condição de ministério pela CGU, que passaria a ser uma secretaria, auditando ministérios hierarquicamente superiores. Isto representaria um sério golpe para a sua autonomia.
   
Conscientes de que a atual conjuntura política e econômica requer, ao contrário disto, o fortalecimento dos mecanismos de controle interno, as organizações, redes e movimentos signatários, que trabalham em favor da transparência, da eficiência na gestão pública, e na prevenção e combate à corrupção e à impunidade, reconhecem que a CGU:
   
- É a grande responsável pela implementação da LAI e da Lei de Transparência;
- Tornou possível em 2012 a 1ª CONSOCIAL – Conferência Nacional de Participação e Controle Social;
- Promoveu interlocução com a Transparência Internacional para que o Brasil sediasse em 2012, a XV Conferencia Internacional Contra a Corrupção (IACC);
- Vem trabalhando incansavelmente na construção e aperfeiçoamento do Portal de Transparência, que trouxe avanços claramente mensuráveis para a prevenção e combate a corrupção no Brasil.
     
E assim, manifestam:
    
- Apoio à autonomia da CGU e reivindicam que o Governo Federal mantenha o status ministerial e tome providências imediatas e efetivas para sanar os problemas que prejudicam sua atuação;
   
- Que as propostas registradas na CONSOCIAL 2012, especialmente aquelas que versam sobre o incremento e ampliação da atuação da CGU, sejam respeitadas e implementadas;
   
- Que a CGU receba apoio e recursos para que o Brasil amplie a participação da Sociedade Civil no OGP e seja protagonista nessa atuação no programa nacional e mundial;
   
- Que a crise econômica não seja usada como desculpa para reduzir o controle da corrupção! Que nos critérios a serem adotados para o corte de gastos do governo, esteja o de preservar os órgãos que aprimorem o funcionamento da máquina pública! Não queremos a redução da capacidade de funcionamento da CGU e nem aumento de despesas, com nenhum outro órgão.
   
Brasil, 21 de Setembro de 2015.
   
Solicitamos às organizações, movimentos e redes da sociedade que queiram subscrever esta Nota de Apoio à Controladoria Geral da União que informem através do e-mailamarribo@amarribo.org.br.
      
1. A Vóz do Cidadão - RJ
2. AAMUR – Muriaé-MG
3. AASPA – São Pedro da Aldeia – RJ
4. ACECCI – Fortaleza - CE
5. AEPPSP – Associação de Especialistas em Políticas Públicas do Estado de SP
6. AMAPIRA – Piracicaba – SP
7. AMARRIBO Brasil
8. AMASA – Analândia - SP
9. Ame a Verdade - Evangélicos contra a Corrupção
10. AMEVIÇOSA– Viçosa– MG
11. AMPREMA – Associação de Moradores de Primavera e Rosana pela Ética e Moralidade Administrativa – SP
12. ASAJAN- Januária - MG13. AOANA – Amigos da Natureza de Casimiro de Abreu–RJ
14. Artigo 19
15. ASAMUCA – Agita Mulheres de Casimiro de Abreu–RJ
16. ASSUASME – Associação de Usuários e Amigos da Saúde Mental – Casimiro de Abreu–RJ
17. Ativa Búzios – Búzios – RJ
18. Campinas que Queremos – Campinas – SP
19. COLAB – USP– Colaboratório de Desenvolvimento e Participação
20. Comitê Internacional da Escola Prevencionista – SP
21. Conselho Municipal de Saúde – João Pessoa – PB
22. CRECE– Conselho de Representantes de Conselhos de Escolas
23. Grupo Amigos da Barreira – João Pessoa – PB
24. Instituto dos Arquitetos do Brasil na Paraíba – IAB/PB
25. Instituto de Fiscalização e Controle– IFC
26. Instituto Ilhabela Sustentável - SP
27. Instituto Nossa Ilhéus - BA
28. Instituto Soma Brasil - PB
29. MDGV– Movimento de Defesa da Granja Viana – Cotia – SP
30. MOJU – Movimento Cultural de Olho na Justiça
31. Movimento Ibiapabano de Mulheres – MIM – Viçosa – CE
32. Movimento João Pessoa que Queremos – PB
33. Movimento # Mobiliza5deAgosto – PB
34. Movimento Popular Anti Corrupção Por Amor a Londrina– PR
35. Movimento Transparência Tucuruí – PA
36. Movimento Urbanicidade – PB
37. Movimento Voto Consciente – Cotia – SP
38. Movimento Voto Consciente – Guarujá – SP
39. Nossa Betim - MG
40. Nossa BH - MG
41. Nossa Brasília - DF
42. Observatório do Recife - PE
43. Observatório Social de Belém – PA
44. Observatório Social de Lageado – RS
45. Observatório Social de Mandaguari – ADAMA – PR
46. Observatório Social de Rondonópolis – MT
47. Observatório Social do Brasil
48. Oficina da Cidadania – João Pessoa – PB
49. ONG de Olhos em SS– São Sebastião–AL
50. ONG Moral – Cuiabá–MT
51. PNBE–Pensamento Nacional das Bases Empresariais – SP
52. Rede Nossa Belém
53. Rede Nossa São Paulo
54. Rede Social Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis
55. RETPS – Rede de Transparência e Participação Social
56. Sertão Vivo – Pilão Arcado – BA
57. Transparência Cachoeirense– Cachoeira Dourada–GO
58. Transparência Humaitá - AM
59. Transparência Jeremoabo – BA
60. Amigos Associados de Andradina - SP
61. Verjus – Ibaté – SP
62. Viva São João – São João da Boa Vista – SP
         
Confira abaixo íntegra dos ofícios encaminhados aos órgãos competentes.
   
     

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Presidente da ASERT envia ofício à Prefeitura para obrigar os servidores a utilizarem os serviços de intermediação da Associação em compras no comércio local

Prefeito Sancler (PPS) inveterado em práticas de crimes contra a administração pública em Tucuruí,
Sancler responde a dezenas de processos e está com seus bens bloqueados pela justiça.
Em uma atitude antidemocrática, abusiva, imoral e ilegal o Presidente da ASERT Leonel Lima de Almeida enviou ofício á Prefeitura exigindo que a Prefeitura só aceite descontos em folha de pagamento dos servidores municipais para os convênios firmados pela ASERT para o comércio local.
               
O servidor da prefeitura, mesmo os que não são associados da ASERT, não poderão mais utilizar a intermediação do Sindicato da categoria (SINSMUT) para a compra no comércio local, mantendo a ASERT o monopólio sobre a compra do servidor no comércio com desconto em folha de pagamento.
     
Com isso o servidor municipal perde a sua liberdade de escolher onde comprar, ficando obrigado a utilizar os serviços da associação, esta é a mesma forma utilizada por aqueles que se utilizam de trabalho escravo. Assim os servidores que precisam dos convênios ficam obrigados a se filiar na associação, que por sua vez cobra uma comissão do comércio para liberar a compra aos servidores em determinados estabelecimentos escolhidos pelo Presidente da ASERT.
     
O que é mais grave é que o Prefeito utiliza a ASERT como massa de manobra política retendo e desviando o dinheiro descontado dos convênios. O Prefeito ainda utiliza os convênios da ASERT para beneficiar aliados políticos e perseguir desafetos e comerciantes que ele considera como oposição política.
    
Quando a ASERT era administrada por pessoas não alinhadas a ele, o prefeito suspendeu os convênios com a ASERT, retornando os convênios e os descontos logo que pessoas politicamente ligadas a ele assumiram (com a sua ajuda e com a ajuda da máquina da prefeitura) a direção da Associação, demonstrando que o Prefeito Sancler não respeita o principio constitucional da moralidade pública e da impessoalidade, utilizando a prefeitura para se beneficiar pessoalmente e para beneficiar financeiramente amigos e aliados políticos e para perseguir desafetos. 
      
Este é mais um exemplo de como age a máfia que se instalou em Tucuruí, máfia esta com tentáculos em associações de trabalhadores, associações de bairros, partidos políticos, Conselhos Municipais e em todas as instituições públicas em Tucuruí, em que o Prefeito Sancler Ferreira (PPS) exerce influência política e econômica.
       
O SINSMUT deverá tomar as medidas cabíveis contra estes abusos e mais este crime cometido contra a administração pública por parte do Prefeito Sancler Ferreira (PPS) e pelo Presidente da ASERT, devolvendo aos servidores da prefeitura o direito e a liberdade de escolher onde comprar.
     
Vejam as cópias dos documentos que comprovam as denúncias:
             
Ofício da PMT enviado ao SINSMUT comunicando que a PMT
não fará mais descontos de convênios pelo sindicato.

Ofício do Presidente da ASERT exigindo a exclusividade da ASERT para
intermediar a compra dos servidores no comércio com desconto em folha de pagamento.

Convênio atual entre a PMT e ASERT garantindo a exclusividade para a intermediação entre os servidores municipais e o comércio, convênio feito na administração de aliados políticos do prefeito Sancler (PPS).

Este ofício rescindindo o convênio Prefeitura e ASERT foi feito pelo prefeito quando a ASERT era administrada por uma diretoria que o Sancler considerava como sendo integrada por desafetos e adversários políticos. Esta é mais uma prova das práticas abusivas e criminosas da atual "administração" municipal.







Prefeitura de Tucuruí criou vários cargos para substituir os contratados por concursados aprovados no último concurso público

Tendo em vista que centenas de contratados estavam assumindo inúmeros cargos para os quais existe concursados aprovados no último concurso, e atendendo ao Ministério Público, o prefeito de Tucuruí criou através de projeto de lei inúmeros cargos que serão preenchidos pelos concursados aprovados no último concurso público da Prefeitura de Tucuruí. Esta foi uma luta da Comissão dos Concursados e do SINSMUT.
     
Baixo a relação de cargos e o número de concursados aprovados que serão chamados e deverão assumir seus cargos.
     
1 - Cozinheira - 2
2 - merendeira - 31
3 - Motorista de veículos leves - 15
4 - Motorista de veículos pesados - 13
5 - Assistente administrativo - 76
6 - Assistente de biblioteca - 2
7 - Auxiliar administrativo - 68
8 - Auxiliar de odontologia - 4
9 - Técnico de enfermagem - 11
10 - Assistente social - 14
11 - Administrador - 7
12 - Enfermeiro - 21
13 - Farmacêutico bioquímico - 1
14 - Fisioterapeuta - 4
15 - Fono audiólogo - 1
16 - Nutricionista - 4
17 - Odontólogo - 10
18 - Psicólogo 4
     
Clique nas imagens para ampliar.
   
   
   
  

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Exonerado um dos envolvidos no processo dos R$ 38.000.000,00 desviados da Prefeitura de Tucuruí

Foi exonerado o servidor municipal concursado Edson Andrey Furtado Costa, um dos envolvidos no escândalo do desvio de R$ 38.000.000,00 trinta e oito milhões da Prefeitura de Tucuruí. 
         
Esta é mais uma consequência do processo e um cala a boca para as pessoas aliadas do prefeito, que são orientadas a espalhar pela cidade que este processo "não vai dar em nada", colocando em dúvida a lisura do processo e a atuação do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.
       
Fica evidente que a Justiça Federal não pode ser facilmente manipulada pelo Prefeito Sancler (PPS), e fica em evidencia ainda que as pessoas aliadas do prefeito, ao contrário do que imaginam, não gozam de imunidade perante a Justiça Federal e que o servidor concursado, mesmo gozando de estabilidade, pode ser exonerado caso cometa crimes contra a administração e o erário público. Portanto todos aqueles que estão envolvidos com este e outros processos que se cuidem porque a casa está caindo.
                
Os tempos mudaram e já é hora de terminar com mais de três décadas de corrupção e impunidade em Tucuruí. Como sempre afirmamos: Nada dura para sempre, só o poder de Deus é eterno.
        
         

Fome cai 82% no Brasil, destaca relatório da ONU

Assistência Social - Ações de transferência de renda e de segurança alimentar são citadas como exemplo de que a proteção social gera um círculo virtuoso de crescimento inclusivo
Portal BrasilPublicado
                   
A fome e a desnutrição tiveram queda no País nos últimos anos graças às ações do governo federal.
      
A redução mais significativa da fome no Brasil aconteceu em 2012, aponta relatório das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (27). Nesse ano, o País alcançou duas metas da entidade internacional: cortar pela metade o número de pessoas passando fome e reduzir esse número para menos de 5% da população.
       
O relatório "O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015", divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), nesta quarta-feira (27), destaca os avanços brasileiros na redução do número de pessoas em situação de fome conquistado nos últimos anos. O Brasil é o país, entre os mais populosos, que teve a maior queda de subalimentados entre 2002 e 2014, 82,1%. No mesmo período, a América Latina reduziu em 43,1% esta quantidade.
               
Entre os mais populosos, o País também é aquele que apresenta a menor quantidade de pessoas subalimentadas. São 3,4 milhões no Brasil, pouco menos de 10% da quantidade total da América Latina, 34,3 milhões.
     
“O relatório confirma o esforço e reconhece a trajetória do Brasil na ação de redução da pobreza e do combate à fome”, ressaltou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
                  
“O Brasil, ao contrário de outros países do mundo, sempre foi um grande produtor de alimentos. E, mesmo assim, a população passava fome. O nosso problema não era a disponibilidade de alimentos, era acesso aos alimentos e à renda. E isso conseguimos alcançar com políticas públicas”, explicou.
         

             
A publicação aponta também que o País alcançou todas as metas das Nações Unidas em relação à fome. O Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) era de reduzir pela metade a fome e o da Cúpula Mundial de Alimentação era de reduzir pela metade os números absolutos de subalimentados. O Brasil é um dos 29 países que conseguiram alcançar essas duas metas.
           
“O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que está em processo de formatação, visa reduzir em até menos de 5% até 2030. Desde o ano passado, nós já conseguimos alcançar esta meta”, contou a ministra.
           
As ações de segurança alimentar desenvolvidas e o Programa Bolsa Família foram citados como cruciais para o crescimento inclusivo que o Brasil alcançou.
       
“A proteção social pode estabelecer um círculo virtuoso de progresso à população pobre com melhores salários, empregos e rendas”, destaca o relatório. “Estes programas reduziram significativamente a desigualdade de renda – entre 2000 e 2012, a renda média do quintil mais pobre da população (20%) cresceu três vezes mais rápido que a dos 20% mais ricos.”
            
Modelo para Europa
        
Na próxima semana, a ministra Tereza Campello apresenta em Milão, na Itália, as experiências brasileiras para a superação da fome e da extrema pobreza, no Seminário Internacional Políticas Sociais para o Desenvolvimento – Edição Especial “Brasil: Superar a Fome é Possível”.
          
Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com o apoio do Banco Mundial e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o evento vai reunir, nos dias 3 e 4, representantes de mais de dez países no Pavilhão Brasil da Expo Milão 2015.
          
Fonte: Portal Brasil - com informações do MDS e ONU
                

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Comportamento - Porque homens comprometidos olham para "outras"?

Porque homens comprometidos olham para "outras"?
     

Uma dúvida que muitas mulheres tem é que mesmo estando comprometidos, os homens continuam olhando para outras mulheres. Dennis Prager, professor renomado da Universidade de Prager, nos EUA, pesquisou sobre o assunto e segundo ele, homens olham para outras mulheres simplesmente por elas serem diferentes e eles são programado para desejar mais de uma mulher. Mesmo que tais homens sintam-se excitados com estas figuras femininas, não significa que estão insatisfeitos com suas atuais parceiras e nem que vão trair.
             
Segundo o professor, olhar outras mulheres de biquíni enquanto está na praia com a namorada não é o fim do mundo para a parceira. Ele diz que apesar do homem perder alguns segundos para admirar outra mulher, é provável que ele se esqueça dela logo depois que ela sumir de seu campo de visão.
      
O ator Dalton Vigh não resistiu e acabou dando uma olhadinha nos “atributos” de Rosana Ferreira, a Miss Bumbum. Foto: Reprodução
               
Ele acrescentou: "Os homens acham outras mulheres atraentes apenas porque elas são outras mulheres. Os homens são programados pela natureza para querer variedade, de fato variedade infinita".
              
O professor afirma ainda que, se um relacionamento é sólido, não há motivos para as mulheres se preocuparem. E disse: "Mais do que qualquer outra pessoa no mundo, ele quer você. E se você não acredita em mim, pergunte a ele".
        
Fonte: DOL com informações de MundoConectado
              

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Gravação do vereador Dodo admitindo e comentando o mensalão do PPS, teria dividido a "oposição" na Câmara Municipal de Tucuruí

Dizem pela cidade que a gravação do vereador Dodo, admitindo a existência do mensalão do PPS que segundo ele é pago aos vereadores como forma de cooptação do legislativo, teria rachado a "oposição" na Câmara Municipal de Tucuruí.
                
Para nós do Folha de Tucuruí esta é uma grande piada, já que se uma coisa não existe, logicamente ela não pode ser rachada, não sei como, pelas barbas do profeta, este pessoal encontrou oposição ao prefeito na Câmara Municipal de Tucuruí, se fosse oposição ao povo e a cidade de Tucuruí, então nós teríamos 13 motivos para acreditar.
              
Mas acontece que temos ainda mais duas gravações de vereadores (não é o Deley, o Dodo ou o Cleiton) com denuncias muito mais graves. Perto destas gravações, a gravação do Dodo é estorinha de jardim de infância.
             
Estas gravações serão publicadas no momento oportuno, como são denuncias graves, as gravações somente serão publicadas após as denuncias contidas nas mesmas forem apreciadas e investigadas pelo Ministério Público. Deixamos o "melhor" para o final.
              
Agora se a gravação do Dodo rachou a "oposição" fantasma ao Prefeito na Câmara Municipal, o que vai acontecer depois que as outras gravações dos vereadores do prefeito forem publicadas, vai explodir a situação?
     
Aguardem novas emoções nos próximos capítulos, não vai ficar pedra sobre pedra na CMT...
       

sábado, 19 de setembro de 2015

Vereador comenta sobre o mensalão do PPS em Tucuruí

Em gravação, o vereador Dodo comenta sobre o "mensalinho" que o Prefeito Sancler Ferreira (PPS) paga para cooptar os vereadores de Tucuruí.
    

Corrupção - Uma breve lição de história do Brasil

Não entendo a "surpresa" das pessoas com a corrupção, até parece que não conhecem o Brasil e vivem em outro país, por acaso não sabiam que não existe nada de novo do lado de baixo do equador e muito menos no Brasil?
                                                           
Apesar alguns não acreditarem e outros tentarem fazer crer, a corrupção não foi inventada pelo PT, já existia corrupção no Brasil antes do governo petista, o PT também não inventou o mensalão (a compra e cooptação de parlamentares para aprovação de matérias do governo se perde no tempo e em nossa história republicana), agora mesmo existe mensalões em todos os estados e municípios do Brasil, sem mensalão neste sistema, o executivo não governa (olha o Cunha empacando o Brasil), aqui mesmo em Tucuruí temos o nosso mensalão e o governo é do PPS (aquele partido que só tem político sério e honesto, como todo partido e todo político fora do governo), o PT também não criou as chamadas "pedaladas fiscais", se for cassar o mandato de todos os governadores e prefeitos que dão "pedaladas" fiscais não fica um.
                                         
Não tem nada de novo na corrupção no Brasil, a única novidade são os políticos e empresários ricos indo para a cadeia e devolvendo dinheiro roubado, fora isso tudo continua igualzinho ao que sempre foi.
                
Agora vamos a uma breve lição de história do Brasil:

                               
Corrupção sempre financiou a opulência no Brasil, como a vista em ilustração de Jean Baptiste Debret

A corrupção que o Brasil vive é maior ou menor que no tempo do Império?
                             
É difícil precisar isso, pois as informações naquela época não eram livres. Entretanto, sabe-se de casos de corrupção tanto no período colonial como no período imperial. A corrupção era uma prática comum no Estado português e foi transferida para o Brasil quando da chegada da Corte em 1808.
                              
Podemos relacionar a vinda da Família Real ao Brasil e a corrupção nos dias de hoje?
                                
Em 1810, cantava-se nas ruas do Rio de Janeiro: "Quem rouba pouco é ladrão, quem rouba muito é barão. E quem mais rouba e esconde passa de barão a visconde". Esses versos mostram que a corrupção e a impunidade eram práticas comuns e conhecidas pela sociedade da época.
                                     
Há relatos sobre o primeiro caso de prisão devido à corrupção?
                             
O primeiro caso de corrupção no Brasil que se tem notícia remonta ao período colonial, quando um funcionário público foi preso na Bahia por desviar dinheiro público. Ele contratou um advogado que o defendeu e foi solto rapidamente (deve ser ancestral do Daniel Dantas). Sugiro a leitura dos poemas de Gregório de Matos, que já falava de atos corruptos e ilegais na sociedade colonial.
               
CONTRABANDO E PROPINA

No fim do século XVI, quando foi descoberta prata em Potosí, no alto da cordilheira dos Andes, na atual Bolívia, constituiu-se grande rota de contrabando de produtos e escravos, regada a gordas propinas. O caminho passava por Buenos Aires e Rio de Janeiro como entrepostos entre as minas e Angola – de onde vinham os negros escravizados. Nesse tempo, a União Ibérica deixou Portugal e Espanha sob o mesmo domínio, o que fez se diluírem as fronteiras entre as colônias sul-americanas. A linha de tráfico tinha os governadores na ponta de lança. A cadeia comercial enriqueceu as elites do Rio e de Buenos Aires.
                                
FRAUDE ELEITORAL
                             
Nos primórdios da colonização, havia eleições para representantes das câmaras. Só podiam votar proprietários de terras nas cidades. Mas, dava-se um jeitinho e acabava-se ampliando o colégio eleitoral, para garantir o direito a comerciantes e também donos de terra na zona rural. Por volta de 1624, chegou ao Rio de Janeiro o desembargador João de Sousa Cardenas. Tinha como alvo o inchaço na lista de eleitores. A limpa ameaçou o equilíbrio político carioca e pôs a elite política em polvorosa.
                                     
PRESSÃO, MONOPÓLIO E NEPOTISMO
                      
Salvador Corrêa de Sá e Benevides ocupou alguns dos postos mais importantes do império português no século XVII. Mas, como membro da família Sá, sempre viu o Rio de Janeiro como feudo pessoal. Construiu riquezas por meio de um casamento no Paraguai, guerreou na África, participou das intrigas palacianas em Lisboa. Sem nunca tirar o olho do reduto local. Adepto do nepotismo, colocou tios, primos e filhos em todos os principais cargos da cidade. Foi acusado mais de uma vez de corrupção pela Câmara. Aliás, pressionou abertamente os membros para que lhe concedessem o monopólio da pesagem da Alfândega. Adquiriu também a concessão para erguer o armazém próximo. Teve assim o controle de toda a exportação. Alvo de revolta popular, chegou a ser preso, acusado de receber suborno de mercadores holandeses. Logo foi solto e, no fim do mesmo ano, reassumiu sua posição no importante conselho ultramarino do império português.
                             
ASSASSINATO E LUCRO
                            
O bandeirante Manuel da Borba Gato era acusado de assassinato de dom Rodrigo Castelo Branco, técnico castelhano enviado pela Coroa portuguesa ao Brasil na tentativa de encontrar ouro. Por essa razão, permaneceu 16 anos escondido nas matas e se tornou um dos maiores conhecedores das regiões de minas. O governador da Repartição Sul do Brasil, Artur de Sá e Meneses, soube que Borba Gato poderia levá-lo ao ouro. O bandeirante se comprometeu a mostrar onde havia metal precioso e recebeu o perdão pelo “suposto e imaginado crime”. Seria parte da longa tradição de perdão a criminosos que davam lucro ao governo.
                  
FAVORECIMENTO
                       
A relação entre Artur de Sá e Meneses e Borba Gato ainda renderia. O governador da Repartição Sul do Brasil tinha fama de corrupto. Em 1698, pretendia abrir caminho para ligar o Rio de Janeiro à recém-descoberta região das Minas de Ouro, atual Minas Gerais. O paulista Amador Bueno da Veiga fez uma proposta, recusada por ser considerada muito cara. Foi aceita, porém, a proposta apresentada por Garcia Rodrigues Pais Leme, filho do bandeirante Fernão Dias e cunhado de Borba Gato. Garcia Rodrigues tinha fama de sonegador e falso descobridor de lavras de ouro. Sá e Meneses justificou ao rei a preferência ao afirmar que Rodrigues se portara “com todo zelo e desinteresse”. Na verdade, a proposta foi mais cara. Acontece que o governador era praticamente sócio de Borba Gato. A estrada foi inaugurada incompleta em 1702. Só seria concluída em 1725, já com outros construtores. Mesmo assim, Garcia Rodrigues obteve da Coroa exclusividade na taxação sobre os negócios feitos pela rota e na exploração das travessias de rios em canoas. Foi nomeado ainda para diversos postos civis e militares e conquistou o título de fidalgo para os descendentes. Como recompensa, o governador recebeu de Borba Gato – encarregado por distribuir os pontos de exploração de ouro – algumas das melhores reservas. Em cinco anos, juntou 440 quilos do minério.
                              
DESVIOS
                       
O historiador Francisco Adolfo de Varnhagem, em História Geral do Brasil, estimou em cerca de 40% o volume de ouro desviado de forma ilegal do Brasil.
                         
IMPRENSA E PODER - (Sem novidade, o PIG já existia e já aprontava na época do Brasil Império)
                   
O primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense original, inaugurou também as relações promíscuas entre imprensa e governo. Era publicado em Londres para fugir da censura. Defendia a liberdade de expressão e ideias liberais. Mas, por acordo secreto, era subsidiado pela coroa portuguesa. Dom João ajudava financeiramente a publicação e garantia a compra de certo número de exemplares, como forma de evitar a radicalização das opiniões. O criador, Hipólito da Costa, passou a receber pensão anual do governo. Quando veio a independência, o Correio foi contra. Depois, porém, foi nomeado pelo imperador dom Pedro I agente diplomático do Brasil em Londres. Cargo que lhe garantia nova pensão estatal.
                             
GESTÃO TEMERÁRIA
                   
Quando a família real chegou ao Brasil, em 1808, foi criado o primeiro Banco do Brasil. Foi exemplo do compadrio instituído entre a Corte e a casta de privilegiados fazendeiros, negociantes e traficantes de escravos. Em uma década, o banco estava quebrado. Cerca de 80% correspondiam a dinheiro “podre”, sem lastro. Reflexo da prática de emprestar, sem garantias, a políticos, nobres e fazendeiros quebrados. E 90% dos saques eram feitos pela realeza. Quando a família real retornou a Lisboa, em 1821, raspou o que restava de precioso nos cofres. Em 1829, o banco foi liquidado. Seria recriado em 1853.
                                  
“CAIXINHA”
                    
Durante a permanência de dom João no Brasil, difundiu-se a prática do pagamento de “caixinha” nas concorrências e remuneração por serviços públicos. Estima-se que era cobrada comissão de 17% para que os pagamentos públicos fossem realizados a quem prestava alguma forma de serviço estatal. Se não, os processos não andavam e os pagamentos não saiam. “a corrupção medrava escandalosa”, narrou o historiador Oliveira Lima. Como vemos a corrupção das empreiteiras e servidores públicos corruptos foi criada no tempo do Brasil império e é mais velha que a república...
                        
ENRIQUECIMENTO ILÍCITO
                     
Joaquim José de Azevedo foi o administrador das áreas de compras e dos estoques da casa real enquanto a Corte permaneceu no Brasil. Enriqueceu tão rápido e ficou com imagem tão atrelada à corrupção que foi impedido de desembarcar em Lisboa em 1821. 
                       
CRIME E RECOMPENSA 
                  
Bento Maria Targini era o comandante do erário real. De família de origem pobre, ganhou espaços. Passou a acumular poder e honrarias. E dinheiro. Ao final do período de dom João VI no Brasil, tinha uma das maiores casas do Rio de Janeiro. Chegou a ser preso e ter bens confiscados. Como Joaquim José de Azevedo, foi proibido de retornar a Portugal. Mas continuou a levar confortável vida no Brasil. E, também como ocorreu com Azevedo, ganhou título de barão e, a seguir, de visconde. O que motivou versos populares, reflexo da verve carioca: “Quem furta pouco é ladrão/Quem furta muito é barão/Quem mais furta e esconde/Passa de barão a visconde”.
                   
NEM A SANTA ESCAPA
                    
Nem a padroeira do Brasil escapou da corrupção. Entre a colônia e o Império, a devoção a Nossa Senhora Aparecida foi explorada e doações foram surrupiadas. Durante o Império, padres foram afastados pela Corte e civis foram nomeados para comandar a diocese e usufruir de poder político. Um dos mais vorazes foi Jerônimo Francisco Guimarães, que acumulou cargos de prefeito, esmoleiro — responsável por receber as doações — e administrador dos bens da diocese. Era famoso por desviar a arrecadação destinada à santa. Começou a operar no período colonial e só foi demitido no Império, por dom Pedro I. Mas a corrupção não parou. A rotatividade na tesouraria da diocese era enorme, fruto de indicações políticas. Sobre um deles, Antônio Theodósio, dizia-se roubar até a cera das velas que romeiros acendiam. Antes um humilde professor, deixou o cargo bastante rico. E houve ainda Joaquim Carlos Fragoso, que usou dinheiro dos fiéis para construir encanamentos que desviavam água da igreja. Como podem ver a exploração e corrupção religiosa já existia no Brasil Império, a igreja sempre foi um ótimo negócio.
                      
O grande problema do Brasil, não é a corrupção, isso é consequência, o grande problema do Brasil é a ignorância e o analfabetismo político, aliado ao espírito de manada e a manipulação da grande Imprensa dominada pela direita raivosa, corrupta e fascista.
                                

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Doação empresarial é inconstitucional, diz STF (A mafiocracia é poderosa, mas não pode tudo; derrota do Eduardo Cunha)

Doação empresarial é inconstitucional, diz STF (A mafiocracia é poderosa, mas não pode tudo; derrota do Eduardo Cunha)
        
       
“Não pode haver maior desgraça no mundo que se converter em veneno a teriaga (o remédio) que o doente tomou para vencer a doença que o está matando” (Arte de furtar, p. 55). Não pode haver maior desgraça a uma democracia que se converterem em ladrões os políticos que são eleitos como representantes do povo para cuidar dos interesses desse mesmo povo. Para se livrarem dos ladrões (“que é a pior peste que os abrasa”), as Repúblicas criaram o que se chama Política (que cuida da elaboração das leis), Polícia e Justiça (que aplicam as leis).
        
Mas elas, virando tudo de cabeça para baixo, [muitas vezes] “tomam o rasto às avessas e, em vez de nos guardarem as fazendas [os bens, a vida, a liberdade etc.], são os que maior estrago nos fazem nelas, de sorte que não se distinguem dos ladrões que eles deveriam vigiar” (Arte de furtar, p. 55). Pior: nos roubam [nos matam, corrompem] “não com carapuças de rebuço, sim, com as caras descobertas; alguns roubam com risco, outros com segurança, provisão e cartas de seguro [da impunidade]” (Arte de furtar, p. 55).
   
A mafiocracia brasileira (democracia mafiosa), que domina grande parcela do poder exercido no Brasil, é poderosa, mas não pode tudo. Por 8 votos a 3 (ficaram vencidos Gilmar Mendes, Teori Zavascki e Celso de Mello) o STF julgou inconstitucional (ADI 4650) a legislação brasileira que permite a doação empresarial para as campanhas eleitorais. É o desmoronamento do vínculo que existe (e que é defendido com unhas e dentes por Eduardo Cunha) entre o dinheiro das grandes empresas doadoras (conquistado por meio denegócios feitos com o Estado, nem sempre ortodoxos), a política, o poder e a democracia.
    
Claro que elas podem continuar financiando os candidatos por meio do caixa 2 ou 3 (veja o livro de Márlon Reis, O Nobre Deputado), mas nesse caso o embuste se concretiza de forma ostensivamente criminosa, não pela falcatrua da “doação empresarial” (que se transformou em lavagem de dinheiro sujo junto à Justiça Eleitoral). O projeto de lei aprovado nesta semana pela Câmara dos Deputados (reafirmando a possibilidade de doação empresarial) deve ser vetado pela presidente (a) Dilma. A PEC aprovada pela Câmara deve ser rechaçada no Senado. Confirmado esse cenário, derrota absoluta de Eduardo Cunha (que só pensa em dinheiro, dinheiro, dinheiro, como disse Joaquim Barbosa).
   
A ADI da OAB sustentava que as doações empresariais a candidatos ferem aConstituição Federal. Essa permissão desequilibra a disputa eleitoral, favorecendo o poder econômico. A ministra Rosa Weber afirmou em seu voto “que as doações privadas desequilibram as chances dos candidatos, favorecendo aqueles que conseguem mais contribuições empresariais. É de rigor, pois, concluir, que a influência do poder econômico transforma o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas”. Efetivamente algumas suposições [do ministro Gilmar], com a devida vênia, foram absolutamente equivocadas”, afirmou o Fux sobre o voto do colega.
     
O Brasil viveu um longo período sob o jugo de um virulento autoritarismo civil-militar (1964-1985). Construímos contra esse absurdo estado de coisas um esperançoso discurso: discurso da democracia. O propósito era que a redemocratização não se convertesse numa “breve esperança de liberdade” (Política, dinero y poder, OEA. México, FCE, 2011, p. 17). Em 30 anos, no entanto, nossa trajetória foi mais frustrante que exitosa. Progressos aconteceram (tanto na política – período mais longo de democracia formal – como no campo socioeconômico – veja Trajetória das desigualdades, Arretche), mas também ocorreram alguns retrocessos escalofriantes.
    
Não conseguimos transformar nossa democracia eleitoral em democracia cidadã. A indignação do povo, neste momento, é generalizada (caso da Guatemala, Brasil etc.). O grande risco desses momentos nebulosos é o retorno do fantasma do autoritarismo, que ainda nos assombra. Porém, agora, pela via do voto direto (que pode viabilizar uma oclocracia das massas rebeladas). Falamos da impunidade alheia, mas dentro do peito de muitos brasileiros ainda existe um ditador impune.
   
Daí a banalização do mal (Arendt), que sempre sofreu a concorrência do mal da venalização generalizada no País (corrupção), que se escora no eixo do vínculo entre o dinheiro, a política, o poder e a democracia. A confluência da oclocracia (banalização do mal apoiada pelas massas rebeladas: linchamentos, pena de morte por meio das execuções sumárias, injustiça com as próprias mãos etc.) com a venalização da democracia (pelos grandes donos do poder econômico e financeiro) teve como resultado a mafiocracia (que se instalou no nosso País), onde o dinheiro (dos poderosos) desvirtua e manobra (com a ajuda de fortes setores midiáticos) a vontade do povo.
    
Os poderosos “compram tudo”, mas, às vezes, também sofrem derrotas. A inconstitucionalidade das doações empresariais foi uma delas. Foi uma grande vitória da OAB nacional, que promoveu a ADI 4650. Sobre o espetáculo à parte promovido pelo raivoso ministro Gilmar Mendes (que abandonou o Plenário do Supremo quando o advogado tomou a palavra) a OAB assim se pronunciou:
   
“O Colégio de Presidentes de Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil vem lamentar a postura grosseira, arbitrária e incorreta do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, quando abandonou o plenário diante de esclarecimento prestado, de forma legitima, educada e cortês, pelo advogado e dirigente da Ordem dos Advogados Cláudio Pereira de Souza Neto que, naquele momento e naquele julgamento, representava a voz da advocacia brasileira”.
  
“Repudia o Colégio de Presidentes os ataques grosseiros e gratuitos, desprovidos de qualquer prova, evidencia ou base factual, que o ministro Gilmar Mendes fez à Ordem dos Advogados em seu voto sobre o investimento empresarial em campanhas eleitorais, voto vista levado ao plenário somente um ano e meio depois do pedido de maior tempo para análise”.
    
“Ressalta o Colégio de Presidentes que comportamento como o adotado pelo ministro Mendes é incompatível com o que se exige de um Magistrado, fere a lei orgânica da magistratura e está na contramão dos tempos de liberdade e transparência. Não mais é tolerável o tempo do poder absoluto dos juízes. Não mais é aceitável a postura intolerante, símbolo de um Judiciário arcaico, que os ventos da democracia varreram”.
    
“Os tempos são outros e a voz altiva da advocacia brasileira, que nunca se calou, não será sequer tisnada pela ação de um magistrado que não se fez digno de seu ofício”.
   
“Enfatizamos que o ato de desrespeito às prerrogativas profissionais do advogado foi também um ato de agressão à cidadania brasileira e merece a mais dura e veemente condenação. O ato de abandono do plenário, por grotesco e deselegante, esse se revelou mais um espasmo autoritário de juízes que simbolizam um Poder Judiciário desconectado da democracia, perfil que nossa população, definitivamente, não tolera mais”. 
      
Matéria do Site JusBrasil

Até quando, Gilmar Mendes, você vai abusar de nossa paciência?

Ilustração do Folha
        
O ministro Gilmar Mendes, do STF, levou um ano, seis meses e cinco horas – estas, computadas ontem, quarta-feira – para dizer, a respeito do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, o que todo mundo já sabia que ele diria.
      
Depois pedem agilidade à Justiça.
     
Ao proferir, enfim, o seu demoradíssimo voto, o ministro Gilmar pendurou na sua imponente beiçola – expressão facial de um tédio eterno, de um deboche inaceitável – um violento discurso no qual, entre outras pérolas retóricas, acusou a Ordem dos Advogados do Brasil de ser o braço jurídico do PT.
     
Como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assinou embaixo da causa – que contesta a ideia de que o financiamento empresarial cabe na Constituição – é bem provável que o ilustre magistrado venha a incorporar o episcopado nacional na cota dos terroristas bolivarianos, ainda mais agora que o Papa Francisco pretende se jogar nos braços dos sinistros irmãos Castro, de Cuba.
     
O ministro Gilmar é, ele sim, uma piada de mau gosto. Um provocador a serviço de uma agenda político-partidária tosca, muito óbvia, que no entanto tem um incompreensível apoio da mídia oligarca.
     
O problema é que Mendes pertence ao mais alto foro da Justiça brasileiro. Teria, a princípio, de agir com isenção e imparcialidade.
     
Dizem que a Justiça é cega. Aí você vê o ministro Gilmar Mendes – aquele que mandou soltar o Daniel Danta$ e o doutor Roger Abdelma$ish – e percebe que, na verdade, a Justiça no Brasil não é cega, é caolha. E muito gulo$a.
      
Autor Nirlando Beirão - Notícias R7